Estou a escrever este post inspirado neste da Luciana... Porque nada melhor que o testemunho de uma outra mãe... Faz-nos sentir que não estamos sozinhas... A enfermeira que nos tem acompanhado, cada vez que digo que posso ficar sem leite diz-me "não pense assim, pense que vai ter as mamas cheias de leite!"...Pois, quem me dera... Não, não tenho pensamentos negativos, não estou pessimista, mas sei o que sinto!!
Sempre quis amamentar o máximo de tempo possível... O meu bebé tem 19 dias e não tem sido fácil... Não por ele, ele mama bem (enquanto não adormece!!), faz uma boa pega, às vezes também dá luta para pegar na mama, mas lá pega... Os meus mamilos não são os melhores para ele mamar.. Mal ele começa, parecem que fogem.. Há vezes que ele faz uma mamada completa no mamilo, mas a maior parte das vezes ponho o de silicone (da Medela). Sinto os mamilos sensíveis mas não ao ponto de me queixar, não sangram, não me doem... Tenho tudo de bom para amamentar durante muito tempo...
Comprei a bomba da Medela, vou tirando leite, mas o meu maior problema é não ter o suficiente... Se ele não mamar, o máximo que consigo tirar, das duas mamas, são 50ml!!
Ele nasceu prematuro e tem ganho peso, mas não muito... Bebo muitos líquidos, alimento-me bem, estou a tomar Promil, etc, mas a quantidade não abunda... Não senti a subida do leite, o meu peito só incha se ele não mamar durante 5 ou 6h (neste intervalo bebe o biberão que faço, vou retirando os bocadinhos que posso e juntando até fazer uma "dose")... E, provavelmente, em breve também vou ter que lhe dar leite adaptado! Se tiver que acontecer é pelo bem dele!
Criada no campo, muitas vezes pergunto à minha mãe ou à minha avó como faziam quando uma mulher não tinha leite para o seu bebé... "Levavam-no a mamar a outra mulher que tivesse um bebé..."
Já não é de agora. Não é (só) da vida que levamos, do stress, da correria... Sempre existiram mulheres que não podiam dar de mamar! E lá se foram arranjando soluções!
Como mãe faço o que posso para o meu menino estar bem... Claro que preferia dar o peito, pelos benefícios, pela ligação, pela sensação de te-lo a mamar de mim... pelo preço... Mas se não puder, se daqui a 4 dias quando ele for avaliado novamente me for dito que tenho que introduzir leite de lata, não vou facilitar! Até lá, vou-me esforçando para atrasar o mais possível esse dia :D
Não me vou sentir mal por isso... Sentir-me-ia se não o fizesse e o G não se desenvolvesse... Todos os bebés precisam de alimentação adequada para crescerem fortes e saudáveis.. E se essa alimentação for leite adaptado, pois que seja!
sábado, 28 de junho de 2014
sexta-feira, 27 de junho de 2014
A experiência do parto não foi nada como estava à espera.
Foi cesariana como já suspeitávamos, mas bem antes do previsto.
Tinha muito medo de ter medo, mas não tive! Depois da primeira hora e meia em que fiquei em estado de choque (mas não histérica). Chorei para dentro. Depois das primeiras lágrimas caírem contive-me, pensei no meu bebé, em manter-me o mais calma possível por ele. Não queria sentir medo, não queria que ele sentisse o meu medo!
Fui internada as 11:30 da manhã, estive a soro e antibiótico até as 17h. O N esteve sempre comigo até aqui. Apesar de estar nervoso disfarçou tão bem. Por mim, por nós. Manteve o sorriso na cara, ficou com a parte difícil de avisar os avós. Perto das 18h fui para o bloco. Respondi a perguntas, ouvi tudo que me disseram com muita atenção. É bem verdade que se cooperarmos com a equipa médica facilitamos o seu trabalho e o nosso. É para o nosso bem. Sou alérgica a Primperam, um medicamento usado para evitar ficarmos com náuseas. Esperei uns minutos à porta do bloco. Respondi a mais perguntas. Até que entrei. Não sei bem o que vi, não me preocupei em guardar imagens na minha memória. Apenas me concentrei no que me diziam. Estavam só mulheres. Não sei quantas, mas eram mais de 6. Deram-me anestesia, mudaram-me de maca. Fizeram os testes para ver se já estava anestasiada. Estava. Apartir daqui o tempo voou, e ao mesmo tempo pareceu eterno. A anestesista esteve sempre ao pé da minha cabeça a falar comigo.
Perguntei-lhe "já cortaram?"
Respondeu "já estão a chegar ao pequeno!"
Respirei de alívio. "Está quase!" pensei.
"já tem as pernas de fora." "já tem os bracinhos." "vamos confirmar se é mesmo um menino". Era. "Saiu."
Ouvi-o chorar! Caiu-me uma lágrima. O som do choro afastou-se e eu esperei. Desejei tanto que aqueles minutos passassem depressa. Queria vê-lo!
"Parabéns, o seu menino é perfeitinho!" ouvi.
Vi-o. Trazia os olhos abertos. Uns olhos tão pequeninos. Escurinhos. Era tão pequenino. Mas tão lindo, Branquinho. Pele lisa e macia. O meu grande amor!
Nasceu perfeito e com saúde.
Depois levaram-no. Trataram de mim. Na primeira noite não dormi com dores.
Na segunda e terceira adormeci vencida pelas lágrimas. Sabia que ele estava bem. Mas queria-o comigo...
Foi cesariana como já suspeitávamos, mas bem antes do previsto.
Tinha muito medo de ter medo, mas não tive! Depois da primeira hora e meia em que fiquei em estado de choque (mas não histérica). Chorei para dentro. Depois das primeiras lágrimas caírem contive-me, pensei no meu bebé, em manter-me o mais calma possível por ele. Não queria sentir medo, não queria que ele sentisse o meu medo!
Fui internada as 11:30 da manhã, estive a soro e antibiótico até as 17h. O N esteve sempre comigo até aqui. Apesar de estar nervoso disfarçou tão bem. Por mim, por nós. Manteve o sorriso na cara, ficou com a parte difícil de avisar os avós. Perto das 18h fui para o bloco. Respondi a perguntas, ouvi tudo que me disseram com muita atenção. É bem verdade que se cooperarmos com a equipa médica facilitamos o seu trabalho e o nosso. É para o nosso bem. Sou alérgica a Primperam, um medicamento usado para evitar ficarmos com náuseas. Esperei uns minutos à porta do bloco. Respondi a mais perguntas. Até que entrei. Não sei bem o que vi, não me preocupei em guardar imagens na minha memória. Apenas me concentrei no que me diziam. Estavam só mulheres. Não sei quantas, mas eram mais de 6. Deram-me anestesia, mudaram-me de maca. Fizeram os testes para ver se já estava anestasiada. Estava. Apartir daqui o tempo voou, e ao mesmo tempo pareceu eterno. A anestesista esteve sempre ao pé da minha cabeça a falar comigo.
Perguntei-lhe "já cortaram?"
Respondeu "já estão a chegar ao pequeno!"
Respirei de alívio. "Está quase!" pensei.
"já tem as pernas de fora." "já tem os bracinhos." "vamos confirmar se é mesmo um menino". Era. "Saiu."
Ouvi-o chorar! Caiu-me uma lágrima. O som do choro afastou-se e eu esperei. Desejei tanto que aqueles minutos passassem depressa. Queria vê-lo!
"Parabéns, o seu menino é perfeitinho!" ouvi.
Vi-o. Trazia os olhos abertos. Uns olhos tão pequeninos. Escurinhos. Era tão pequenino. Mas tão lindo, Branquinho. Pele lisa e macia. O meu grande amor!
Nasceu perfeito e com saúde.
Depois levaram-no. Trataram de mim. Na primeira noite não dormi com dores.
Na segunda e terceira adormeci vencida pelas lágrimas. Sabia que ele estava bem. Mas queria-o comigo...
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Nasceu o G.
O G. já está connosco há 18 dias. Nasceu um mês antes. 35 semanas e 3 dias.
Para mim foi o meu primeiro grande teste de pressão como mãe. Íamos a uma consulta. Tinha pouco liquido amniótico e a médica obstetra mandou vigiar 2 vezes por semana. Aquelas palavras ainda ecoam na minha cabeça... "Este bebé tem que nascer hoje." A primeira hora e meia fiquei em pânico, nervosa. Mas consegui acalmar-me por ele, estive a soro, esperei, até que fui para o bloco. Cesariana. Ouvi-o chorar, não o vi. Não mo puseram no peito. Vi-o embrulhadinho num lençol verde, aqueles olhinhos, a nossa ligação para sempre. Dei-lhe um beijo, toquei-lhe na carinha e levaram-no. Foi para a incubadora. Nasceu com quase 2300g e precisava de ajuda para respirar de forma que os seus pulmões prematuros não fizessem esforço em demasia. Dormi sem ele. Acordei sem ele. Vi-o por fotografias. Até lhe tocar o tempo foi eterno. Vi-o e chorei. Toquei-lhe. Até lhe pegar no colo passaram 4 dias. O pai pegou primeiro. Eu mudei a primeira fralda, dei o primeiro biberão de leite. Cada vez que olhava para ele imaginava-o no meu colo, via cada sitio em que me apetecia dar-lhe beijos. Na cara, no pescoço, no peito... 9 dias depois viemos para casa. É um bebé calminho... O maior amor do mundo!
Um sentimento que não se explica.
Para mim foi o meu primeiro grande teste de pressão como mãe. Íamos a uma consulta. Tinha pouco liquido amniótico e a médica obstetra mandou vigiar 2 vezes por semana. Aquelas palavras ainda ecoam na minha cabeça... "Este bebé tem que nascer hoje." A primeira hora e meia fiquei em pânico, nervosa. Mas consegui acalmar-me por ele, estive a soro, esperei, até que fui para o bloco. Cesariana. Ouvi-o chorar, não o vi. Não mo puseram no peito. Vi-o embrulhadinho num lençol verde, aqueles olhinhos, a nossa ligação para sempre. Dei-lhe um beijo, toquei-lhe na carinha e levaram-no. Foi para a incubadora. Nasceu com quase 2300g e precisava de ajuda para respirar de forma que os seus pulmões prematuros não fizessem esforço em demasia. Dormi sem ele. Acordei sem ele. Vi-o por fotografias. Até lhe tocar o tempo foi eterno. Vi-o e chorei. Toquei-lhe. Até lhe pegar no colo passaram 4 dias. O pai pegou primeiro. Eu mudei a primeira fralda, dei o primeiro biberão de leite. Cada vez que olhava para ele imaginava-o no meu colo, via cada sitio em que me apetecia dar-lhe beijos. Na cara, no pescoço, no peito... 9 dias depois viemos para casa. É um bebé calminho... O maior amor do mundo!
Um sentimento que não se explica.
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