domingo, 6 de setembro de 2015

As sandálias do guerreiro.



P.S. Tirei estas fotos há um mês e encontrei-a hoje no pc...
Foram directas para o lixo, não houve escapatória possível :)
Não deixará mais nenhumas assim, já que agora é tempo de andar na vertical :) :)

sábado, 5 de setembro de 2015

Viemos passar uns dias à praia, os 3!
O pai estava ansioso por pôr o pezinho do baby na areia e a reacção dele foi.... Ne-nhu-ma! Quando pus o pé na areia, simplesmente não estranhou.. depois na água é que ele se desforrou... queria estar sempre com os pés molhados ;) e andar em cima das algas...
E já na toalha ele... comeu areia!
Ri-me como já não me ria há algum tempo com a cena. Punha a mão na areia e ia logo para a boca! Calmaaaa que não deixei que ele enchesse a barriga de areia, se bem que como ele tem tido umas dorezitas de barriga quem sabe não fizesse bem ;) ;)
É sempre um berreiro quando temos que ir embora, quer água água água :)


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Tivesse ele mais idade e perguntar-me-ia porque chorava....
A imagem daquele menino persegue-me dia e noite... aquele corpo frio, gelado, só, completamente só que jazia naquele mar... naquele imenso mar onde a sua familia depositou esperança para fugir da morte e a encontrou. A morte...
Tivesse ele mais idade e não saberia responder.
Não sei como hei-de explicar-lhe um dia tamanha crueldade.
Aquele menino estendido, na posição em que ele dorme tantas vezes descansado nos seus lençóis, que mandei fazer só para ele, aquele outro menino, de 3 anos descansava do terror deste mundo. Adormecera para sempre!
 Angústia numa tentativa de imaginar o sofrimento de um bebé, mas sofrimento maior de um pai e de uma mãe porque eles sim, eles sabem o que somos capazes de fazer. Matar, morrer por ódio. Guerras que apanham e matam inocentes. Vidas ceifadas, vidas destruídas, famílias desfeitas, destroçada, separadas, mutiladas para sempre. Como se pode viver com tamanha dor no coração? Como?? Como??
Aqueles meninos não são diferentes de todos os meninos. Meninos Sírios, acabam de nascer e são rotulados, "refugiados", um nome tatuado no olhar, no coração, na inocência de uma infância roubada, de sorrisos bombardeados, de sonhos destronados.
Jogos de esconde esconde que fazem entre fronteiras, jogam à apanhada a fugir de quem os quer matar, adormecem em qualquer esquina tal é o cansaço. Àqueles pais e mães ninguém diz para não adormecer os bebés no colo, para não dar colo demais que "os vão mimar".
Revolta desta sociedade que somos nós, todos nós. Hipócratas!
Como podemos tratar homens, mulheres, crianças, velhos e novos com tanto desprezo?
Amanhã é outro dia, para nós, para eles é mais do mesmo, e nós vamos continuar a fingir que não vimos, que não aconteceu...
Vamos continuar a preocupar-nos com dinheiro, DI-NHEI-RO, intrigas, mentiras, roupas, carros, casas, temos paz e tiramo-la aos outros, manchamos a nossa mente, as nossas ideias tal a inveja que nos invade. Tal a podridão que nos rodeia.
Se passassemos um dia "deles", de certeza, muitos dos nossos males seriam curados, nem inveja, nem o ódio, nem mentiras voltariam a fazer parte de nós...


Descansa em paz Aylan.. Agora tens que  olhe por ti, olha por todos os outros meninos...